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Oh mãe vamos passear?

Oh mãe vamos passear?

Convento de Cristo... Castelo Templário de Tomar

Não conhecíamos e ficámos completamente apaixonados com a sua beleza, adoramos conhecer o nosso património e os miúdos alinham, é algo que tentamos incutir-lhes, foi uma viagem no tempo enriquecedora, se tiverem oportunidade visitem.

 

  • Castelo Templário de Tomar

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À época das Cruzadas (movimento militar de inspiração cristã, que partiu da Europa Ocidental em direcção à Terra Santa e à cidade de Jerusalém, com o objectivo de as conquistar e mantê-las sob domínio cristão), foram fundadas duas Ordens Militares: a Ordem dos Hospitalários (1113) e a Ordem dos Templários (1118), com o objectivo de proteger os peregrinos cristãos e defender os seus interesses.

Ao longo do tempo, os cavaleiros templários passaram a ter como missão a defesa dos estados cristãos da Terra Santa. Eram monges, submetidos a votos de castidade, pobreza e obediência e guerreiros com uma grande disciplina militar. O seu poder foi reforçado, devido à influência que exerciciam junto dos monarcas e alto clero e a dons que lhes faziam na Europa (terras, propriedades e dinheiro). 

Em Portugal, em 1159, D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, doou o Castelo de Ceras e seu Termo aos templários, na pessoa de D. Gualdim Pais, Mestre da Ordem dos Templários, como recompensa pela ajuda na conquista de Santarém aos Mouros.

Em 1160, o Mestre D. Gualdim Pais, decide construir um novo castelo com o objectivo de reforçar a linha defensiva, é fundado então o Castelo de Tomar, a charola e vila de Tomar.

 

Podemos desde logo observar dois sistemas defensivos:

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- O Alambor, rampa muito inclinada construída junto à base da muralha para dificultar o assalto.

- A Torre de Menagem, mais alta, proporcionava maior capacidade de vigilância. 

 

Na Praça das Armas os Cavaleiros treinavam para os seus combates.

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Do lado esquerdo, na área do laranjal, era a Almedina (em árabe significa cidade), onde começou a ser formada a povoação de Tomar e a porta que se vê na foto era a Porta de entrada para a Povoação, também conhecida por Porta do Sangue, na sequência de um combate violento que aqui se travou, durante o cerco de 1190.

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Do lado direito, encontra-se a Casa Militar dos Templários e a chamada Alcáçova, com a sua Torre de Menagem, onde ficava a casa do Mestre, D. Gualdim, que passou mais tarde a ser a casa senhorial do Infante D. Henrique, após o fim dos Templários e criação de uma nova Ordem, como de seguida se explica.

Em 1291, a queda de Acre, em Jerusalém, marca o fim das Cruzadas e, consequentemente o fim dos Templários. Em meados do século XVI, o Rei de França, Filipe, suprime a Ordem em França e congela o seu Património.

Em 1312, sob pressão do Rei Filipe, o Papa Clemente V, decreta a extinção da Ordem.

Em Portugal, o Rei Dom Dinis não acata  esta ordem e promove diligências junto da Santa Sé para criar uma nova milícia religiosa, alegando a necessidade de proteger Portugal do Islão e em 1319 é criada a Ordem Militar do Nosso Senhor Jesus Cristo, na qual é incorporada os Cavaleiros, os bens e os privilégios da extinta Ordem dos Templários.

O Infante D. Henrique, o Navegador, filho do Rei D. João I, é nomeado então Governador da Ordem de Cristo e em 1420, faz modificações no Castelo, originando um convento gótico e é nesta altura que adapta a Alcáçova para sua casa senhorial e manda construir dois novos claustros, o da Lavagem e o do Cemitério.

 

 

Contactos: Igreja do Castelo Templário, 2300-000 Tomar

+351 249 315 089 

Outubro a Maio
Das 09h00 às 17h30 (última entrada às 17h00)

Junho a Setembro
Das 09h00 às 18h30 (última entrada às 18h00)

Encerrado: 1 de Janeiro, 1 de Março, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 24 e 25 de Dezembro.

Site: http://www.conventocristo.gov.pt/pt/index.php

 

A Família M